sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amor Fraterno



Há algo melhor que ter irmãos? Acho que não. Guardadas as devidas proporções, são eles nossos melhores amigos, aqueles com quem sempre poderemos contar. Pelo menos é assim que me sinto quando penso nos meus lindos, inseparáveis Euler, Nice e Cláudia. Não sou nada sem eles. Nos meus momentos de solidão, é nas fotos deles que encontro refúgio. Na lembrança de suas vozes, das inúmeras bobagens que falamos juntos. Eles são meu porto-seguro. Cresci sendo protegida e ao mesmo tempo encorajada por eles. Quem me ensinou a andar de bicicleta? Quem me ensinou a nadar? Me incentivou a largar o bico? Foram eles. Todos eles. E na escola? O Euler me levava no ponto do busão todos os dias e, na volta, lá estava ele com sua bike me esperando. Meu cabelo era sempre bem cuidado porque a Cláudia nunca se esquecia dele. Tranças, coques, rabos, maria-chiquinhas, franjas. Eu estava sempre "bonitinha" de cabelo arrumadinho. E nunca ficava sem fazer a tarefa, mesmo quando tinha dificuldade, pois antes mesmo de perguntar, lá estava a Nice, pronta pra esclarecer qualquer dúvida. E ela ainda trazia sempre um livro pra eu ler. Era muito bom. Exemplos sempre tive os melhores. Eles sempre estudavam com prazer, tiravam boas notas, participavam das coisas da escola... Mas faziam coisas erradas também. Não é que o Euler pegava a magrela dele pra ir do Riacho até o Sion? E quando a Cláudia deu ré no fusca do pai com a porta aberta e quase derrubou o prédio? kkkkk... Mas doida mesmo era a Nice com aquelas roupas de metaleira. Nuuuu!!! Eram umas blusonas pretas, calça jeans e um adidas preto cano alto. Fora o cabelão enrolado caindo no rosto ouvindo Guns, Led Zeppelin, Metallica e cia. E essa herança musical hein... sem comentários. Nessa parte aí eu não fui uma aprendiz muito aplicada não, viu! Olha só: a Nice tocava sax. A Cláudia tocava clarinete e o Euler, bombardine. Todos na Lira Santa Cecília de Martinho Campos. Bom, se pelo menos hoje eu arranho meu violão dá pra ficar um tantinho satisfeita. Mas partitura eu não sei ler. Até que a Nice tentou me ensinar, mas aí eu já tinha crescido e aí, sabe como é, não tinha mais aquela disposição toda pra ouvir. Mas cantar eu canto bem, viu! E como se não bastasse eles ainda me deram os maiores presentes dessa minha vida, gente! Eles me deram a Marina, a Ísis, a Giovana, o Miguel, o Rafael e o Arthur. Gente, não há nada melhor que essas crianças enchendo minha vida de alegrias... Se há amor maior que o que eu sinto por essa família, quero experimentar, viu. Dizem que o amor que Deus tem por nós é o maior de todos. E deve ser mesmo porque só amando tanto ele poderia permitir que a gente ame tanto também e tenha tantos motivos para ser feliz. Sou feliz quando e onde estiverem meus irmãos. Com eles sou completa. Com eles sou feliz. Obrigada mãe, obrigada pai. Vocês me deram a melhor família do mundo!

Adriana Regina

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


Uma coisa é certa e dela não podemos fugir. O tempo está passando. E essa sensação de que ele está passando cada vez mais rápido deixa algumas dúvidas latejando dentro da minha cabeça que me perturbam, que me inquietam e trazem alguns questionamentos, dentre eles a ausência de um grande feito. O que vou deixar para minha posteridade? Como meu nome será lembrado pelos que virão depois de mim? Será que vou passar por esta vida sem realizar algo grande, do qual meus sobrinhos e, quem sabe, meus filhos, possam se orgulhar? Bom, agora acaba de brotar outro questionamento na minha cabeça: será que preciso mesmo realizar um grande feito para ser lembrada de forma positiva? Ou apenas minhas atitudes, meu caráter, meu exemplo, a bondade que tenho no coração, a facilidade de ouvir os outros, enfim, as boas qualidades que sei que tenho, serão suficientes para que os meus tenham em seus corações uma lembrança positiva quando eu não estiver mais com eles? Olhando por esse lado, a resposta não é difícil. Para aqueles que me amam, independente do que eu realize ou não, independente dos defeitos, que são inúmeros, é certo que as coisas boas, essas ficarão. Não que esse pensamento venha me fazer parar, estagnar. Isso nunca. A busca pela melhoria, pelo conhecimento, pelo novo, por conquistas, pelo crescimento não pode e não vai acabar. Quero mais e meu legado, seja ele qual for, será conquistado pelo meu esforço, pelo meu trabalho e será o que deixarei para os meus que ficarem.

Adriana Regina

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sobre a proibição do uso do Facebook na empresa onde trabalho.

É sabido por todos que não todas, mas a grande maioria das empresas não permitem o acesso dos seus colaboradores não somente a redes sociais como também a quaisquer outros sites aos quais se fizer necessário o bloqueio, independentemente de haver ou não motivo. O que acho importante salientar é que o Facebook já deixou de ser, há muito, uma mera e simples rede social como qualquer outra. O FB caminha a passos largos para dominar a internet, quissá o mundo. E isso não é utopia de Zuckerberg, isso é realidade. Basta nos informarmos em fontes confiáveis como a Revista Veja, por exemplo. Concordo que o uso era abusivo e desordenado mesmo, não apenas de alguns, mas da grande maioria, quem sabe de TODOS. Resta saber se essa nossa falta de consciência no uso correto do Facebook dentro de nosso local de trabalho, levando a tal proibição, nos favorecerá ou prejudicará no futuro, diante do crescimento deste que, a meu ver, será o maior portal de oportunidades do mundo. E por favor, não pense que estou, como gostam de dizer as más e perigosas línguas, "batendo de frente" com uma decisão superior que me é inquestionável, só estou argumentado algo latente e perceptível aos olhos de quem enxerga esse futuro tão próximo e promissor. http://veja.abril.com.br/​acervodigital/​home.aspx?edicao=2237&pg=90

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


"Há alguns dias, Deus - ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer - eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom"
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O mês de janeiro já se foi... que isso! A velocidade em que o tempo está passando só vem reforçar algo que vem inquietando meu coração e minha razão: estou no caminho certo? Ou será que estou perdendo tempo demais? Tomei uma resolução há alguns dias de que esse ano será um ano de novas atitudes. Atitudes estas que serão os alicerces para as mudanças que quero para o ano de 2013. Porque estou certa de que eu posso mais, muito mais... Querem saber como vou conseguir isso? Simples: estudando, amigos... estudando...

Adriana Regina
Começo hoje essa nova aventura. Talvez nem seja tão nova assim, uma vez que é meu segundo blog (o primeiro foi deletado pela globo.com que acabou com o globolog, vai entender). Mantive o nome "Dri Escrevinhando" porque gosto dele e o propósito é esse mesmo: escrever. Escrever sobre tudo, amores, dissabores, aventuras, paixões, decepções, amigos, família, trabalho... enfim, sobre tudo. Tudo o que a imaginação e a inspiração quiserem no momento que vierem, do jeito que tiver de ser. Claro ou não. Bonito ou não. Com ou sem razão. O que vale mesmo é deixar rolar... E que seja assim!

Adriana Regina