segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Falando de mim!

A tarefa é falar sobre mim... e agora? O que dizer de mim sem soar metida ou convencida demais? Ah, que saber? Não tô nem aí porque vou falar de mim é pra mim mesma, então vamos lá. Eu sou uma pessoa bacana, viu. Se for pra olhar minha vida desde que me lembre, era pra ser mais sem juízo. Ou não. Tive que trabalhar muito cedo. Aos 13 anos já trabalhava em tempo integral e ajudava em casa, o que não interferia na escola. Sempre fui ótima aluna. Mas em contrapartida, jogava bola e viajava quase todos os fins de semana, então era bem independente em questão de pai e mãe. Podia fazer o que eu quisesse longe de casa, mas nunca me fiz mal. Acho que isso é meu mesmo. Essa responsabilidade, esse senso crítico sobre o que é bom e o que é ruim. Enfim, acho que fui bem na minha adolescência.

Era e ainda sou ótima ouvinte, gosto muito de ajudar quem se aproxima pedindo ajuda e às vezes até deixo de fazer pra mim em função do outro. Aliás, às vezes não. Sempre. Talvez isso seja uma coisa boa, mas na medida certa. Algo que estou começando a entender e que tenho certeza de que fará toda a diferença: é hora de pensar mais em mim, de fazer mais por mim. Nos relacionamentos então... nossa! Quanta abdicação. Sempre pensando que o outro é que importava, que o bem estar do outro é que deveria prevalecer, a vontade do outro, tudo. Não vou dizer que agora, de repente, do nada, tudo já vai mudar. Não tem como. A gente não muda assim, do dia pra noite. Mas posso dizer que estou começando a querer mudar. É difícil, é estranho. Dizer "não" é um negócio complicado. Não sei porque, mas é.

Hoje, aos 34 anos completos há dois dias, vejo que preciso aprender muito ainda. Mas muito mesmo. Preciso me conhecer melhor, apesar de achar que já me conhecia bem. Que nada... há pouquíssimo tempo que fui saber a fruta que mais gosto! É a melancia... hummmmm... Embora o morango também seja uma delícia! Hoje sei também que não gosto de ficar sozinha. Seja com amigos, seja com familiares, seja com alguém que me faça bem. E esse alguém que me faz bem, não vou mentir, ainda me deixa olhando pro nada, ainda me deixa com saudade. Saudade do cheirinho gostoso, do beijo, do toque, das inúmeras horas rindo até chorar de coisas idiotas que dizíamos. Saudade dos ataques de fome de madrugada. Saudade do nosso amor. Ah... que saudade! Mas é só saudade mesmo. Não há rancor, não há mágoa por ter acabado tão inexplicavelmente (pra mim). Aprendi com isso também. Aprendi que cada um tem seu tempo, tem seus porquês. Seus medos, suas dúvidas. E eu preciso respeitar isso. Não pelo outro somente, mas acima de tudo por mim. Pra que eu não sofra tanto e não me machuque ainda mais com a ausência do que me deixava tão feliz. É a vida. A vida a dois. É assim. Poderia não ser tão complexo, tão cheio de tanta coisinha. 

Bom, no mais, voltando a falar só de mim que é a tarefa em questão, concluo que sou uma mulher e tanto! Sou bonita, sou generosa, amigável, sociável, corajosa, lutadora, confiante. Tenho tudo nas mãos, sob meu domínio, sob meu controle. Basta saber lidar com isso tudo. Basta aprender a controlar e administrar as minhas vontades, ideais, metas, sonhos e desejos pra chegar num grau mais avançado de felicidade. A felicidade de ser EU. E de me bastar como pessoa, como mulher. Porque só assim, sendo plena, estarei pronta pra entender e viver a vida plenamente.

Adriana Regina

sábado, 26 de outubro de 2013

3.4

Uau... 3.4. Quanto tempo! Quanta coisa! Quanta gente! Quantos erros, quanto aprendizado! Não há do que se arrepender dos 3.3. Não que me lembre! Se há, foi irrelevante. O que importa agora é o que será. Como será. Quem continuará e quem entrará na minha vida. Quem fará parte, quem será parte. Mas sobretudo, que EU seja o todo dos meus 3.4. Porque no fim das contas, somos inteiros quando somos plenos. Deus me abençoe e guiem meus passos. Amém

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Leve com você

Leve com você todo meu amor. Que ele possa ser escudo pra todo mal que possa te acontecer. Que ele te dê consolo nos momentos tristes e te acompanhe nos felizes. Dou ele a você. Arranco agora do meu peito e dou pra você levar, pra onde você for. Pra sempre. Meu único e mais puro amor.

Adriana Regina

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Depois de Algum Tempo

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser. E que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

William Shakespeare