segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Primeiro Thiago Legítimo da Badia

Há certas curiosidades que às vezes nos pegam de surpresa, não tanto pela sua magnitude ou grande relevância nas nossas vidas, mas simplesmente por se tratarem de fatos acontecidos com pessoas próximas, que amamos, gostamos, ou simplesmente conhecemos. Curiosidades tais que nos fazem remeter ao passado e lembrar de tanta coisa boa, de tantos momentos marcantes... mas aí eu já entraria em outra vertente do assunto. Então, voltando ao tema em questão, ontem, precisamente dia 22 de dezembro de 2013, um grande amigo, parceiro de longa data e de épocas memoráveis do handebol da Badia, me disse que ele foi o primeiro Thiago nascido e registrado na cidade de Martinho Campos. Sim. O primeiro. Antes dele não houve nenhum outro menino com esse nome registrado no cartório do sr. Lúcio Silva. Fiquei emocionada ao saber disso. Saber que sou amiga de um cara que tem seu nome gravado na história da cidade, de uma forma legítima e que o diferencia de todos os outros "Thiagos" lá nascidos. Que bacana!

Curiosidade para uns, fato mega interessante para outros. Não importa... o que importa é que se você também conhece o querido Thiago Tadeu Santos, filho da Zange, neto do saudosíssimo sr. Becão, sobrinho do Tim da Gráfica, então saiba que você também conhece o primeiro legítimo Thiago da cidade de Martinho Campos.

Adriana Regina

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Entender ou não entender, eis a questão

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples estado de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.

Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais, mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cotidianos

Entrei no ônibus hoje e estava bem vazio, mas é porque era o início do seu trajeto. Minha carona pro centro não foi trabalhar hoje. Boa tarde! Boa tarde! Engraçado mas nós, mulheres, pelo menos a grande maioria de nós, cumprimentamos o motorista e o cobrador. Já os homens, tenho notado, raramente o fazem. Não entendo o porquê disso. Há vários lugares vazios, mas vou lá pro fundo, pro último assento. Aquele da fileira de cinco lugares. O ônibus vai lotar e como as pessoas teimam em se alojar mais à frente, sempre fica um bom espaço vazio no final do ônibus, onde sobra mais ar respirável! As caras são as mesmas de sempre. Típicos rostos desanimados de segunda-feira. Interessante como os grupos se comportam igual. Tem os que dormem, os que ouvem alguma coisa nos seus fones de ouvido (e que fones!!!). Outros lêem, mesmo no saculejar do ônibus. Eu não consigo. Minha cabeça dói. E há os que olham pro nada. Ou pro tudo, vai saber. O senhor negro, com poucos cabelos e brancos e óculos de armação vermelha entra no ônibus. Não sei o porquê, mas simpatizo com esse homem desde o primeiro dia que o vi. Mesmo sem nunca ter trocado uma palavra com ele. Parece boa gente. Ele senta e abre seu jornal, aquele de tragédias. De repente o silêncio é interrompido por um grupinho de aborrecentes, quer dizer, adolescentes estudantes. Dois rapazes e três mocinhas. Eles entram falando alto, rindo demais, mas demais mesmo. E vem justamente pra trás. E não se sentam mesmo porque não há mais assentos livres. Eles estacionam na porta de trás. Ficam lá, os dois meninos nos degraus só pra atrapalhar quem for descer. E falam... e falam... e riem... e gritam. O senhor negro, com poucos cabelos e brancos e óculos de armação vermelha desiste de ler e fecha seu jornal. Resolvo ouvir rádio. Jogo da seleção ainda. Quando saí estava 1 a 0 pra Rússia, mas o Brasil tinha empatado. Fiquei ouvindo o final do jogo, à espera da virada. Outra coisa que não entendo é por que tem tantos brasileiros que torcem contra o Brasil. Eu sou brasileira e sempre vou torcer pela minha bandeira, ué! Enfim, termina o jogo em 1 a 1 mesmo. Mudo pra outra rádio. Programa de humor. Muito bom, sempre ouço. Começo a rir e esqueço completamente dos cinco falantes. Quando de repente tomo um susto porque já estou no centro da cidade. Que bom, vou chegar cedo em casa. A essa altura o ônibus já está lotado e já são muitas vozes que se misturam, muitos odores, inúmeras expressões. Nas ruas, pontos lotados, faixas de pedestres abarrotadas de gente de esbarrando, motoristas impacientes e motoqueiros sem amor à vida. O senhor negro, com poucos cabelos e brancos e óculos de armação vermelha guarda o jornal na bolsa à tira-colo. Uma mulher de meia idade implica com os dois meninos falantes estacionados nos degraus. Ela quer sair. E eles lá! Ai... paciência! O ônibus já vai sair do centro e agora vai começar a parar em todos os pontos. Eles poderiam tanto sentar, afinal, já há assentos livres. Começa a voz do Brasil. Continuo ouvindo porque... nem sei o porquê. Só continuo com o rádio ligado, acho. O senhor negro, com poucos cabelos e brancos e óculos de armação vermelha dá sinal. Ele desce no ponto antes da virada pro meu bairro. Sempre cordial, sorri pros cinco e pede licença. Desce. Junto com ele mais três pessoas. Um dos garotos começa uma brincadeira de mau gosto com o fichário da menina. Ela não gosta. Aliás, ela fica furiosa. Será por causa do conteúdo do fichário ou por causa da foto do cara do crepúsculo que tem na capa? Mais provável... Gente, a menina está quase chorando! Passo em frente a pizzaria e olho lá pra dentro. Tem bastante gente. Animados eles! Em plena segundona, num friozinho gostoso pra ficar em casa. Eu não animaria. A não ser que pintasse um convite! Mas esquece... o mar não está pra peixe... Está chegando minha vez de descer. Mais dois pontos. A menina fã do vampiro desce. Os dois sossegam. Só restam eles agora. As outras duas, nem vi descerem. Pego as chaves de casa no bolso externo da bolsa, meio suja já. Dou sinal e também tenho que pedir licença... Desço no mesmo ponto de todos os dias e rumo pra casa. Termina aí o ciclo do meu dia. Agora inicia minha noite solitária, com meus pensamentos, meus desejos, minhas lembranças. Agora sou só eu comigo mesma.

Adriana Regina

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que eu quero de você

Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer e apenas sorrir antes de voltar a folhear o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres, escutar Dream' Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.

Milly Lacombe

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Falando de mim!

A tarefa é falar sobre mim... e agora? O que dizer de mim sem soar metida ou convencida demais? Ah, que saber? Não tô nem aí porque vou falar de mim é pra mim mesma, então vamos lá. Eu sou uma pessoa bacana, viu. Se for pra olhar minha vida desde que me lembre, era pra ser mais sem juízo. Ou não. Tive que trabalhar muito cedo. Aos 13 anos já trabalhava em tempo integral e ajudava em casa, o que não interferia na escola. Sempre fui ótima aluna. Mas em contrapartida, jogava bola e viajava quase todos os fins de semana, então era bem independente em questão de pai e mãe. Podia fazer o que eu quisesse longe de casa, mas nunca me fiz mal. Acho que isso é meu mesmo. Essa responsabilidade, esse senso crítico sobre o que é bom e o que é ruim. Enfim, acho que fui bem na minha adolescência.

Era e ainda sou ótima ouvinte, gosto muito de ajudar quem se aproxima pedindo ajuda e às vezes até deixo de fazer pra mim em função do outro. Aliás, às vezes não. Sempre. Talvez isso seja uma coisa boa, mas na medida certa. Algo que estou começando a entender e que tenho certeza de que fará toda a diferença: é hora de pensar mais em mim, de fazer mais por mim. Nos relacionamentos então... nossa! Quanta abdicação. Sempre pensando que o outro é que importava, que o bem estar do outro é que deveria prevalecer, a vontade do outro, tudo. Não vou dizer que agora, de repente, do nada, tudo já vai mudar. Não tem como. A gente não muda assim, do dia pra noite. Mas posso dizer que estou começando a querer mudar. É difícil, é estranho. Dizer "não" é um negócio complicado. Não sei porque, mas é.

Hoje, aos 34 anos completos há dois dias, vejo que preciso aprender muito ainda. Mas muito mesmo. Preciso me conhecer melhor, apesar de achar que já me conhecia bem. Que nada... há pouquíssimo tempo que fui saber a fruta que mais gosto! É a melancia... hummmmm... Embora o morango também seja uma delícia! Hoje sei também que não gosto de ficar sozinha. Seja com amigos, seja com familiares, seja com alguém que me faça bem. E esse alguém que me faz bem, não vou mentir, ainda me deixa olhando pro nada, ainda me deixa com saudade. Saudade do cheirinho gostoso, do beijo, do toque, das inúmeras horas rindo até chorar de coisas idiotas que dizíamos. Saudade dos ataques de fome de madrugada. Saudade do nosso amor. Ah... que saudade! Mas é só saudade mesmo. Não há rancor, não há mágoa por ter acabado tão inexplicavelmente (pra mim). Aprendi com isso também. Aprendi que cada um tem seu tempo, tem seus porquês. Seus medos, suas dúvidas. E eu preciso respeitar isso. Não pelo outro somente, mas acima de tudo por mim. Pra que eu não sofra tanto e não me machuque ainda mais com a ausência do que me deixava tão feliz. É a vida. A vida a dois. É assim. Poderia não ser tão complexo, tão cheio de tanta coisinha. 

Bom, no mais, voltando a falar só de mim que é a tarefa em questão, concluo que sou uma mulher e tanto! Sou bonita, sou generosa, amigável, sociável, corajosa, lutadora, confiante. Tenho tudo nas mãos, sob meu domínio, sob meu controle. Basta saber lidar com isso tudo. Basta aprender a controlar e administrar as minhas vontades, ideais, metas, sonhos e desejos pra chegar num grau mais avançado de felicidade. A felicidade de ser EU. E de me bastar como pessoa, como mulher. Porque só assim, sendo plena, estarei pronta pra entender e viver a vida plenamente.

Adriana Regina

sábado, 26 de outubro de 2013

3.4

Uau... 3.4. Quanto tempo! Quanta coisa! Quanta gente! Quantos erros, quanto aprendizado! Não há do que se arrepender dos 3.3. Não que me lembre! Se há, foi irrelevante. O que importa agora é o que será. Como será. Quem continuará e quem entrará na minha vida. Quem fará parte, quem será parte. Mas sobretudo, que EU seja o todo dos meus 3.4. Porque no fim das contas, somos inteiros quando somos plenos. Deus me abençoe e guiem meus passos. Amém

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Leve com você

Leve com você todo meu amor. Que ele possa ser escudo pra todo mal que possa te acontecer. Que ele te dê consolo nos momentos tristes e te acompanhe nos felizes. Dou ele a você. Arranco agora do meu peito e dou pra você levar, pra onde você for. Pra sempre. Meu único e mais puro amor.

Adriana Regina

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Depois de Algum Tempo

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser. E que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”

William Shakespeare

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Saudade

Saudade é um negócio estranho. Às vezes vem tão forte, mas tão forte que chega a doer. Mas de repente abranda, acalma, sossega. Saudade de casa, dos seus. Saudade do simples. Do puro. Saudades da família!

Adriana Regina

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Belas Imagens - Parte 1


Montagens bem feitas devem ser compartilhadas. Essa ficou maravilhosa. Não fui eu quem fiz, mas um dia chego lá...