segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Prudência: difícil e necessário

Há certos momentos em que é extremamente necessário ser prudente, pois é nesses momentos, às vezes segundos vitais, que damos inevitavelmente rumo às coisas. E coisas importantes. Uma palavra mal dita, um comentário infeliz, uma conclusão precipitada. No exato momento, naquela pequena fenda no tempo, muda-se uma vida pra sempre. Perde-se um grande amor, uma boa amizade, destrói-se um casamento, causa-se uma demissão injusta, perde-se uma grande oportunidade.

Prudência, no Aurélio, significa "característica ou particularidade da pessoa que se comporta de maneira a evitar perigos ou consequências ruins; precaução. Em que há sensatez; que demonstra ou age com paciência; ponderação ou calma".

Já para Maquiavel, "a prudência persiste em saber reconhecer a natureza dos inconvenientes, aceitando como bom o menos mal". Daí vem o bom senso, o discernimento, a sabedoria. Ambos caminham juntos. Aceitar algo em detrimento de algo maior, ou melhor, não significa, tampouco, ser medíocre e sim vislumbrar pacientemente o que há por vir. Pois colhe-se muito mais frutos quando se tem prudência do que quando se age intempestivamente.

Para Baltasar, "o silêncio é o santuário da prudência". E este será meu exercício diário. Ser prudente nas palavras. Ainda que eu perca a oportunidade de me manifestar, melhor será não perder a oportunidade de ficar calada. E ainda que me custe muito, que me corroa por dentro, que minha língua queime de vontade de falar, serei firme no meu propósito e manterei minhas opiniões em local seguro, a fim de somente agir em tempo oportuno, alicerçada em argumentos sensatos, firmes e corretos. 

Que São Tomás de Aquino seja meu guia! Amém!