domingo, 15 de abril de 2012


A vida vai nos ensinando coisas valiosas, pequenos detalhes que, na juventude, nos passam desapercebidas.  Por conta disso, tenho apreciado muito o passar do tempo, quando tudo vira reticências... Não há mais necessidade de pontos finais, porque só então a gente descobre a impermanência das coisas. Tudo se modifica no instante seguinte. A maturidade instala em nós uma nova liberdade de ser - o tempo ensina que não há mais necessidade da aprovação dos outros. Se gostarem, tudo bem, se não, foi o melhor que eu pude fazer no momento. Não existe mais a ilusão de que sou perfeita e nem pretendo mais concorrer com Deus. Já sei que o erro ensina tanto quanto o acerto.

Dentre as pequenas descobertas que venho fazendo ao longo dessa existência, está a de que pelo menos duas palavras precisam ser abolidas do nosso vocabulário, a bem da saúde emocional de todo e qualquer ser humano: urgente e impossível. A primeira parece uma palavrinha inocente, mas provoca uma desordem emocional muito grande. A sua simples menção faz o corpo reagir negativamente - os músculos se contraem, o coração passa a bombear mais sangue, as artérias se dilatam, a mente começa a produzir histórias de terror... E todo esse reboliço pra quê? Nada é urgente nesse nosso velho mundo, nem a morte... Alguém pode fazer alguma coisa diante de um fato consumado? Morreu, morreu... o que se pode fazer além de aguardar o reencontro num outro plano de existência? E, cá pra nós, urgente é aquilo que alguém não conseguiu fazer a tempo hábil e quer que você faça. A urgência sempre é do outro, é sempre uma esperteza de alguém. Impossível é a palavra preferida dos que não acreditam em si mesmos - funciona como uma barreira protetora para a preguiça ou o medo, deixa sempre no ar a impressão de que tudo foi tentado. Não é verdade, só existem os limites reconhecidos pela mente. Tudo pode ser mudado e transformado em possível.

É a lei da vida: os pensamentos e sentimentos, dependendo da sua qualidade e intensidade, criam um campo energético que vibra numa determinada frequência, atraindo energias e vibrações semelhantes. Se estamos focados no desânimo, no medo, na falta de sorte, iremos atrair acontecimentos que vibram na mesma energia desses sentimentos. Por outro lado, se procuramos manter a alegria, a confiança, o otimismo e a gratidão pelo que já temos de bom, iremos atrair uma realidade que vibra nessa mesma frequência.

Portanto, que seja assim de agora em diante: só penso positivamente! Só!

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